quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

"O dia em que o rock bateu as botas"

Buddy Holly


Gosto muito de música. Como? Me lembro de uma coisa... lá pela década de sessenta, eu muito pequeno sentado na perna de um tio que cantava uma musiquinha e me fazia saracotear. Eu mal sabia falar, mas pedia mais agitação e dança. Com meus dezoitos anos é que fui reconhecer aquela melodia. Era de uma banda chamada "Bill Haley e Seus Cometas", que com a música "Rock Around The Clock", fez explodir, no verão de 1955, o rock'n roll para o mundo. Trilha sonora do filme "BlackBoard Jungle", essa nova música desencadeou uma revolução que abriu as portas para talentos como Elvis Presley e Buddy Holly. Haley e Holly, como Presley são nomes fundamentais para o rock'n roll, concordam? Existe uma mística a respeito de Haley: quando "Rock Around The Clock" atingiu o primeiro lugar nas paradas americanas, ficou para alguns configurado o começo do rock'n roll. E de certa forma foi mesmo. Com seu cabelo "pega-rapaz" gomalinado e uma mistura de som caipira com o r&b negro, o gorduchinho simpático tem méritos suficientes para figurar nesta origem. Já Holly não teve tempo de produzir muitas músicas, mas criou clássicas ( "That'll be the day" e "Peggy Sue", por exemplo) que influenciaram bandas como "The Beatles" e Rolling Stones". No dia 3 de fevereiro de 1959, o avião que levava Buddy Holly, Richie Valens ("La Bamba" e "Donna") e Big Bopper ("Chantilly Lace"), caiu matando todos os tripulantes. Esse dia é considerado como "o dia em que o rock morreu" ou como disse Raul Seixas: "o dia em que o rock bateu as botas". O incidente foi retratado posteriormente na canção "American Pie" (1971), de Don McLean e regravada em 2000 pela Madonna. Buddy Holly, mais que os outros dois, é considerado, juntamente com Elvis Presley e Bill Haley, um dos fundadores do rock'n'roll e um de seus músicos mais influentes. Embora sua carreira tenha terminado tão cedo, o curto trabalho deixado por ele é considerado um dos melhores da história do rock e sua música influenciaria não apenas seus contemporâneos, mas também à direção futura que a música tomaria. Ah, não posso esquecer que temos também Chuck Berry, Little Richard, Jerry Lee Lewis... Mas, isso é papo para outra postagem!

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

A vontade de conhecer

Leirosa - Portugal
"Com que avidez esta onda se aproxima, como se houvesse algo a atingir!
Com que pressa aterradora se insinua pelos mais íntimos cantos das falésias!
É como se quisesse chegar antes de alguém; como se ali se ocultasse algo que tem valor, muito valor. E agora ela recua, um tanto mais devagar, ainda branca de agitação - estará desiludida? Terá encontrado o que buscava? Toma um ar desiludido? - Mas logo vem outra onda, ainda mais ávida e bravia que a primeira, e também sua alma parece cheia de segredos e do apetite de desencavar tesouros.
Assim vivem as ondas; assim vivemos nós, seres que têm vontade!"

NIETZCHE, Friedrich. A gaia ciência. São Paulo: Companhia das letras, 2001. p. 209.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Paixão xavante

torcida 1

torcida 2


torcida 3

torcida 4









sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Maquetes da Tita

Vista posterior

Vista anterior

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

"Mas quem é Niemeyer?"

Auditório Ibirapuera - SP

Auditório Ibirapuera - SP

Se arquitetura é música, Niemeyer é rock'n roll. Um cara que fez 100 anos e se casou de novo à pouco no mínimo deve ser chamado de Mick Jagger da Arquitetura. Por quê? Olha esse projeto aí em cima, não parece a língua dos Rolling Stones? Quanto mais velhos (Stones e Niemeyer) melhores ficam. Por onde passam deixam marcas. São arrojados e debochados. Causam espanto. Emitem um erotismo quase pornográfico. Têm atitude e "brincam" como crianças. Sei lá! Viva a arquitetura dos Stones e o rock'n roll de Niemeyer!
Auditório Ibirapuera - Oscar Niemeyer
Alvo de intensa polêmica, que não se esgotou com a inauguração, o Auditório Ibirapuera, criado por Oscar Niemeyer, foi aberto ao público em outubro passado. O prédio possui simplicidade volumétrica desconcertante: um bloco único que em planta é um trapézio e, em corte, um triângulo. Ele completa o conjunto de edifícios do parque paulistano, tal como desenhado na década de 1950. Da proposta original, agora falta apenas a praça de acesso. Concebido para a apresentação de espetáculos musicais, o Auditório Ibirapuera possui volumetria simples. O bloco único opõe-se à proposta - vigente desde a concepção da Ópera de Paris, no século 19 - de separação em três partes, legíveis a partir do exterior: foyer, platéia e palco. Assim como os demais prédios do parque, e grande parte da obra do arquiteto, o auditório é inteiramente branco - concreto armado com pintura impermeabilizante. Nas laterais, por exemplo, é possível observar a paginação das fôrmas da estrutura. A marquise marca o acesso principal e, executada em metal, dá identidade ao prédio, caracteriza o volume puro e o diferencia dos demais. Sua monumentalidade dá idéia do ambiente interno. Ele possui dimensões incomuns: é largo e tem pequena profundidade. Traduzindo em números: entre a primeira e a última fileira existe uma distância de 16 metros e a boca do palco possui 28 metros. A configuração espacial é ovalada; as paredes receberam acabamento de ripas desencontradas. Depois das primeiras apresentações oficiais, a acústica - que teve projeto desenvolvido por José Nepomuceno (leia o quadro abaixo) - foi elogiada pela crítica musical.
Texto resumido a partir de reportagem de Fernando SerapiãoPublicada originalmente em PROJETODESIGN Edição 309 Novembro de 2005

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

A arquitetura da Tita

Isto

Isto


Isto


Isto


Isto


Ou isto...

Vá curtindo e depois me conta!

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Dizem que nasci no dia 10 de novembro



A função do fogo!




Uebahhh!!!!



51 - uma boa idéia!

domingo, 4 de novembro de 2007

CEFET - Passo Fundo

Acesso principal (guarita)

Terreno com muitos níveis

Acesso ao setor administrativo



Estudo preliminar - croqui

Um croqui... um gesto... uma expressão rápida em busca de uma materialidade plástica. Vê-se aí a implantação da mais nova Unidade de Ensino, do CEFET-RS. As formas são um pouco diferentes do comum, celulas em forma de "x" que vão se "espraiando" no terreno. Espaços novos com novas motivação, pois o espaço educa, sim senhor!



segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Um "affaire", um amigo, um cachorro e... eu!

Tudo no mundo é. E eu, existo? Algumas pessoas me imaginam um gurizinho de cabelo branco! Engraçado!

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Ruas de Pelotas


Quanto tempo já passei pelas ruas de Pelotas. Um dia cheguei e não sabia que ia ficar. Quis fazer coisas e fiz, outras não consegui. Mas tenho um carinho enorme por essa cidade, suas histórias e pelas pessoas. Ruas frias, ruas doces, ruas antigas, ruas cultas, ruas pobres, ruas esnobes. Ruas do dia, ruas da noite, ruas de uma vida... ruas de amores!

sábado, 13 de outubro de 2007

Letícia



Minha Letícia*
Minha filhinha
Minha lembrança
Minha paixão

Minha menina
Minha alegria
Minha vontade
Minha emoção

Minha querida
Minha energia
Minha certeza
Minha canção

Minha companheira
Minha amizade
Meu orgulho
Meu amor

Papi ama pirulito!

*Ala Manu Chao para minha arquiteta preferida!

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Guerreira gloriosa

Luisa, que nome bonito tu tens. Tão bonito como tu. Tu "és" a Luisa. Não podias ter outro nome. Esse nome foi feito pra ti. Tem o sentido de "guerreira gloriosa" e aí estás, na batalha. Não tens medo, vais em frente, desbravando, rompendo, conhecendo. E, assim se construindo. Tenho orgulho de ti!

O Diko me mostrou esse texto, disse que se lembrou de ti. É do Nietzche, e fala de um andarilho. Achei "massa". Troque o gênero, passe para o feminino mentalmente. Assim também te sinto- lá vai:
"Quem chegou, ainda que apenas em certa medida, a liberdade da razão, não pode sentir-se sobre a Terra senão como andarilho - embora não como viajante em direção a um alvo último: pois este não há. Mas bem que ele quer ver e ter olhos abertos para tudo o que propriamente se passa no mundo; por isso não pode prender seu coração com demasiada firmeza a nada de singular; tem de haver nele próprio algo de errante, que encontra sua alegria na mudança e na transitoriedade. Sem dúvida sobrevêm a um tal homem noites más, em que ele está cançado e encontra fechada a porta da cidade que deveria oferecer-lhe pousada; talvez, além disso como no Oriente, o deserto chegue até a porta, os animais de presa uivem ora mais longe ora mais perto, um vento mais forte se levante, ladrões lhe levem embora seus animais de tiro. É então que cai para ele a noite pavorosa, como um segundo deserto sobre o deserto, e seu coração se cança da andança. Se então surge para ele o sol da manhã, incandescente como uma divindade da ira, se a cidade se abre, ele vê nos rostos dos quais aqui moram, talvez ainda mais deserto, sujeira, engano, insegurança, do que fora das portas - e o dia é quase pior que a noite. Bem pode ser que isso aconteça às vezes ao andarilho; mas então vêm, como recompensa, as deliciosas manhãs de outras regiões e dias, em que já no alvorecer da luz ele vê, na névoa da montanha, os enxames de musas passarem dançando perto de si, em que mais tarde, quando ele tranqüilo, no equilíbrio da alma de antes do meio-dia, passeia entre árvores, lhe são atiradas de suas frontes e dos recessos da folhagem somente coisas boas e claras, os presentes de todos aqueles espíritos livres, que na montanha, floresta e solidão estão em casa e que, iguais a ele, em sua maneira ora gaiata ora meditativa, são andarilhos e filósofos. Nascidos dos segredos da manhã, meditam sobre como pode o dia, entre a décima e a décima segunda badalada, ter um rosto tão puro, translúcido, tranfiguradamente sereno; - buscam a filosofia de antes do meio dia." (NIETZCHE).

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Francófona?


Olha a Lu aí, em uma ruela de Paris. Lugares onde o novo e o antigo se abraçam. Boa comida. Muitos shows. Euro forte. Muita história: Bastilha, maio de 68, positivismo, espiritismo, rei sol - influência. Gente famosa: Piaf, Rousseau, Morrison, Comte, Sartre, Descartes, Monet, Renoir e Bachelard. Uma lingua romantica. Uma cultura "que se acha". Será que tem xenofobia?

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Um canto do mundo

O ser abrigado sensibiliza os limites do seu abrigo. Vive a casa em sua realidade e em sua virutalidade, através do pensamento e dos sonhos. A casa abriga o devaneio, protege o sonhador, permite sonhar em paz. É o primeiro mundo do ser humano. É a poética do espaço, como falou Bachelard.

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

A música


Para Leibniz ela é um exercitium arithmeticae occultum nescientis se numerare anmi, ou seja: um exercício oculto de aritmética, sem que o espírito saiba que está lidando com números. Schopenhauer a considera em primeiro lugar entre todas as artes, a própria reprodução da Vontade.

Expressão


"Os homens não entendem de que modo aquilo que é puxado para direções diferentes entra em acordo com sigo mesmo - harmonia na contrariedade, como no caso do arco e da lira". Heráclito.
O homem quer estabilizar e propagar suas obras. Não pode viver sem expressá-las. Nelas há uma tensão entre estabilização e evolução. Fixar e romper. Há uma luta incessante entre a tradição e a inovação, entre forças reprodutivas e forças criativas. Ora um fator, ora outro, parece preponderar. No design não é diferente.

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Os "Seqüelados do Q'suco".


Churrasco e bom chimarrão
Fandango, trago e mulher
É disso que o veio gosta
É isso que o veio quer
... A vida não teria sentido sem a música!

Bachelard, o poeta da ciência e da imaginação


A obra de Bachelard parece nos conduzir até aquele espaço onde acontecem encontros: ciência e poesia, razão e sentimento, matéria e espírito. Filósofo, historiador da ciência, físico, químico, epistemólogo e poeta, Gaston Bachelard nasceu na França, em 27 de junho de 1884. Teve uma infância e adolescência vividas no campo. Estudou e pesquisou muito, leu diversas obras o que lhe rendeu uma enorme bagagem intelectual. Em1940, vai para a Sorbonne, onde passa a dar aula em cursos que são acompanhados por uma multidão de jovens entusiasmados com a profundidade e a originalidade de seu pensamento e com sua personalidade acolhedora, vibrante e anticonvencional. Bachelard ingressa em1955 na Academia de Ciencias Morais e políticas da França e, em1961, é laureado com o Grande Prêmio Nacional de Letras. Influenciou pessoas como Canguilhem, Foucault, Althusser, Bourdier, dentre outros. Morreu em Paris em 16 de outubro de 1962.

domingo, 9 de setembro de 2007

Esta é uma linda mulher


Pesquisei: ela tinha 1m e 67cm de altura, 94cm de busto, 61cm de cintura e 89cm de quadril. Apesar de sua beleza deslumbrante, suas curvas e lábios carnudos, Marilyn era mais do que um símbolo sexual na década de 50. Sua aparente vulnerabilidade e inocência, junto com sua sutil sensualidade, a tornaram "desejada" no mundo inteiro.