segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Dá-lhe Fox















Ele tem me levado pelo mundo... tempo, espaço, som e sonhos!

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Ilex Paraguariensis


















...E o velho índio pediu: "Quero renovadas forças para poder seguir adiante e levar Jary ao encontro da tribo que lá se foi". Entregou-lhe o pajé desconhecido uma planta muito verde, perfumada de bondade, e ensinou que ele plantasse, colhesse as folhas, secasse ao fogo, triturasse, botasse os pedacinhos num porongo, acrescentasse água quente e sorvesse essa infusão. "Terás nessa nova bebida uma companhia saudável mesmo nas horas tristonhas da mais cruel solidão" (LESSA, 1986, p.72). Assim nasceu o chimarrão, essa verde erva, amarguentinha e gostosa, que dá força, coragem e afaga a amizade.

Chimarrão - Glaucus Saraiva
Amargo doce que eu sorvo,
Num beijo em lábios de prata,
Tens o perfume da mata,
Molhada pelo sereno,
E a cuia, seio moreno,
Que passa de mão em mão,
Traduz, no meu chimarrão,
Em sua simplicidade,
A velha hospitalidade,
Da gente do meu rincão.

domingo, 17 de agosto de 2008

T.Rex - "The Slider"


Um dia Marc Feld, amante da música folk, resolve usar o nome artístico Marc Bolan em homenagem a seu ídolo Bob Dylan. Ele foi o líder da maior banda de "glam rock" da história do rock'n roll, o Tyranossaurus Rex, ou simplesmente "T.Rex". Influenciou "craques" da música como David Bowie,The Velvet Underground (Lou Reed), Slade, John Cale e Queen. No Brasil, Secos e Molhados, por exemplo. Com o álbum “The Slider”, de 1972, a banda "estourou", vendendo 100.000 cópias em apenas quatro dias. A foto estranha da capa desse disco foi tirada por nada mais nada menos que Ringo Star, dos Beatles (sempre eles). As músicas deste disco são uma continuação do álbum anterior, "Eletric Warrior", porém mais direta. A voz trêmula de Bolan, as guitarras simples com alguma distorção e sujeira, vocais de apoio fantasmagóricos, a inocência de seu pop rock aliado a melodias cheias de orquestrações, sem contar nas grandes baladas viajantes e quase hippies deixou a galera fã pirada. Um novo estilo. Estilo que estava aliado uma nova maneira de expressão vinculada à imagem e à sexualidade, algo andrógino! Usavam roupas extravagantes, botas plataforma e muita maquiagem, porém sem nunca deixar a música em segundo plano. “Eletric Warrior”, juntamente com “The Slider” são registros históricos e cultuados em todo o mundo, imprescindíveis na coleção de qualquer amante do rock que queira entender o desenvolvimento da música aliada à imagem. Verdadeiros clássicos. Bolan morreu num acidente automobilístico, num carro dirigido pela sua esposa Glória Jones em 19 de setembro de 1977. Ver: http://www.lastfm.com.br/music/T.+Rex

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Rádio "El Mundo" de Buenos Aires



Pois saibam vocês que muito do (pouco) que sei sobre música vêm de circunstâncias inusitadas: Um dia desses estava com um amigo de Pelotas, mais ou menos com a mesma idade que eu, e surgiu o assunto de como adquirimos a nossa cultura e gosto musical. Dentre vários aspectos foi lembrada por mim (e coincidentemente por ele) a influência da rádio El Mundo - LR1, de Buenos Aires, que nós dois ouvíamos, há anos atrás. Era uma rádio que eu curtia quando adolescente, em Passo Fundo. Não me lembro de onde tive a informação de que essa rádio era “power”. Talvez, de alguma revista especializada tipo a Pop – uma espécie de BIZZ dos anos 70, a Som Três, da mesma época, ou de algum brother ligado, não sei. O que me lembro perfeitamente era da locução com voz grave e calma, que mandava informações quentíssimas sobre rock’n roll com os últimos lançamentos dos EUA e da Europa. A trilha do programa era um rock progressivo que tenho aqui em casa: Emerson, Lake & Palmer -“From the beginning”- um baita som, diferente e estranho. Nessa rádio eu ficava sabendo muito antes do que meus parceiros dos hits recém lançados dos Beatles e dos Stones, por exemplo. O patrocínio (será que alguém se lembra?) era algo como: “Gim Cossac e Colônia Rublic (não sei se é assim que se escreve). O engraçado foi como consegui captar essa rádio no valvulado da minha vó: tinha um tio (o mesmo que dançava rock’n roll comigo) que “manjava” de eletrônica e eu pedi a ele que fizesse uma antena para a captação. Ele fez, e pediu que eu a colocasse na copa de uma árvore alta que havia no vizinho. Depois de muito esforço subi e coloquei. Ficou pegando maravilhosamente bem e eu fiquei realizado. Assim, poderia saber do mundo da música em “primeira mão”. Essa foi, sem dúvida, uma experiência “rock’n roll”.

terça-feira, 22 de abril de 2008

I must be sure!



If I fell


If I fell in love with you, would you promise to be true
And help me understand, cause I've been in love before
And I found that love was more, than just holding hands...
If I give my heart to you
I must be sure
From the very start
That you would love me more than her
If I trust in you, oh please, don't run and hide
If I love you too, oh please,
don't hurt my pride like her
Cause I couldn't stand the pain
And I would be sad if our new love was in vain
So I hope you see
That I would love to love you
If I fell in love with you

"hello crazy people"







"Hello crazy people", assim Newton Duarte, o "Big Boy", abria seu programa. Acho que foi lá por 1976 que eu comecei a ouvir o Big Boy, na rádio Mundial 860, do Rio de Janeiro. A partir da meia noite eu conseguia captar esse Disc Jockey no meu "radião" Transglobe, manja! Não me lembro bem do nome do programa, mas acho que era "Big Boy em Ritmo de Boate". Não sei quem me deu a dica, mas era O programa de rádio. Ali, eu sabia das últimas novidades da música mundial - tipo Beatles, Rolling Stones, etc. Ouvindo, eu tinha acesso a informações sobre rock, pop e principalmente o soul, que nem era muito difundido por aqui. Esse cara foi um DJ que fez revolução no rádio da época (e até hoje é referência). Por quê? Porque ele apareceu com uma nova linguagem cheia de irreverência. Com a voz rouca, aquele gordinho veio "quebrando tudo", mostrando um estilo próprio e descontraído. Tinha uma postura informal, mas que despejava naqueles momentos as últimas tendências , com informações "quentes" do mundo da música. A grande audiência se dava, creio eu, porque ele passava "no ar" um jeito de fã dos artistas (adorava os Beatles, por exemplo), o que o aproximava ainda mais de seus ouvintes. Dizia que os Beatles tinham sido a maior banda de rock de todos os tempos, os mais criativos. Que eram o início e fim de tudo! Enfim, Big boy foi um profissional que ousou inovar!

Arquitetônica



ALMA... ALMA...
Um dia de sol
Comum si bemol
Lá... na zona do porto
Encontrei teu rosto
E fiquei com dó

Ré médio não há
Naquele lugar
Si... fiquei sustenido
Em teu corpo esculpido
Eu quero morar
ALMA... ALMA...

Soprano é o vento
Ouvido, instrumento
Fá... batendo à porta
A janela torta
Close no momento

Ré médio não há
Naquele lugar
Si... fiquei sustenido
Em teu corpo esculpido
Eu quero morar
ALMA...ALMA...

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Imagens e sensações 5


Desmontando a barraca
Chegava à hora de nos despedirmos de nosso lote (número 105, igual ao do prédio onde moramos em Pelotas), do camping San Rafael e dos amigos que fizemos lá: o Rodolfo e a Sonia, de Montevideo, que nos emprestaram o cuchillo, o tenedor e a tabla para o asado no chão; o Raul e a Sonia, de Córdoba – Argentina, que aqueciam a água para o mate. Demos tchau a todos, já sentindo saudades. Resolvemos sair por La Barra e pegar a ruta 10. Passamos pela ponte ondulada de novo e por Jose Ignácio rumo a La Paloma. Logo estávamos em uma estrada de chão rumo a Laguna Garzon, que só pode ser atravessada através de uma pequena balsa (no máximo 3 carros): aventura 1. Do outro lado, estrada de chão de novo. Pó. Andamos uns 20 km e desviamos para a ruta 9 (a mesma que a gente veio de Pelotas e que é muito boa de asfalto). Em Rocha, almoçamos e depois fomos para a ruta 15, até La Paloma. Depois, pela ruta 10, fomos até perto de Cabo Polonio. Lá, não dá para chegar de carro. Deixa-se o veículo em um estacionamento e compra-se um visita guiada por empresas que levam as pessoas em uns caminhões enormes (esses 4x4, que se vêem em filmes sobre deserto): aventura 2. Cabo Polônio é um lugar lindo habitado por pescadores e hippies. Lá encontramos uma equipe do canal Fox, com belas mulheres (modelos?), fazendo alguma reportagem sobre o local. No Farol nos apresentaram o Pancho, um pingüim que apareceu por lá e foi adotado pelos guardas do Farol. Ao anoitecer retornamos e seguimos a viagem de volta a Pelotas. Valeu!!!!!

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Imagens e sensações - 4


















No domingo (27/01) acordamos com uma manhã nublada, com jeito de chuva. Tomamos café e resolvemos ir conhecer a arquitetura e a paisagem de Jose Ignácio, uma praia a 40 km de Punta del Este. Saímos pela ponte ondulada e de novo, gritos! Passada a ponte e já estávamos na ruta 10 que atravessa La Barra, e exibe, dos dois lados, lojas de grifes internacionais, restaurantes chiques, antiquários e casas de artesanato. Ou seja, é um point! Seguimos mais um pouco pela ruta 10 e o tempo fecha, mas é apenas uma chuvinha fraca, que passa em poucos minutos. Chegamos, então, em Jose Ignácio, uma praia onde ao ruas têm nomes de pássaros e a especulação imobiliária já chegou. É onde os ricos, que não gostam mais do agito e do estresse de Punta, vêm se refugiar. Para resumir, é uma praia com casas espetaculares. Almoçamos no restaurante Popeye e depois fomos passear pelas ruas de Jose Ignácio. Fomos, também, subir no Farol para ver as coisas lá de cima (que medo!). Na volta visitamos o maior empreendimento imobiliário da atualidade em Punta (segundo informação de um brasileiro que trabalha em La Barra – na loja Bossa). Trata-se de um edifício de apartamentos que custam alguns milhões de dólares. Olhei um para comprar e não gostei! Ih! Ih! Achei grande demais e muito impessoal (lá dentro o espaço causava eco!). Este custava 9 milhões de dólares. Desisti porque começõu a me dar náuseas!!!! Voltamos para “casa” e saímos para jantar. Na Gorlero reencontrei um casal de músicos "de rua". O nome dele é Pablo e o dela, não me lembro. Super-simpáticos, logo começaram a falar comigo e, em pouco tempo, eu já estava tocando bossa nova com eles. Legal, legal! Depois fomos comer pizza, voltamos para o camping e dormimos.













quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Imagem e sensações - 3



















Nas noites que passamos em Punta del Leste sempre saíamos para caminhar e olhar o movimento na Gorleiro, avenida que corta ao meio a península (Punta) e que é cheia de atrativos: gastronomia, músicos de rua, lojas bacanas (e caras), livrarias, etc. Mas, sempre voltamos cedo para aproveitar o outro dia. No sábado de manhã (26/01), a Tita me perguntou: o que vamos fazer hoje, pai? Pensei um pouco e disse: vamos visitar esse Museu do Mar (um museu perto de onde estávamos, com muitos exemplares marinhos, caracóis, fotos da história dos balneários e dos hábitos litorâneos desse local), a Casa Pueblo e a noite fazer um assado na nossa “parrilla” de chão. Ela concordou. Então, saímos com o carro rumo a ponte ondulada, na qual ao aproximar-me sempre gritava para a Tita – uhuuu!, e acelerava o carro para que na descida da ondulação desse aquele friozinho na barriga. Algumas vezes funcionou! Passada a ponte fui abastecer o carro e a térmica para o mate. Sim, nos postos de gasolina eles têm uma máquina onde se põe uma moeda e sai água quente, pronta para um bom chimarrão. Idéia genial que poderíamos copiar! Andamos mais um pouco e chegamos ao Museu do Mar. Impacto! É impressionante o número de espécies marinhas que eles têm: ossos de baleias gigantes, aves marítimas, caracóis, etc, etc. Outra imagem que achei legal foram as de fotos antigas de “coisas” que as pessoas levavam para a praia, tinha até algumas propaganda da Crush, lembram? Em resumo: valeu a pena visitar esse museu. Recomendo! Saímos dali, almoçamos em Maldonado e depois fomos a Punta Ballena, na Casa Pueblo, a 15 km de Punta. Essa era a casa-ateliê do pintor e poeta uruguaio Carlos Paes Vilaró. Ela fica no alto de um penhasco e mistura os mais diversos estilos arquitetônicos, com saliências que lembram Gaudí. A sensação que tive é de que ela parece uma “escultura habitável”. Imperdível! Voltamos para o camping cansados e realizados com tantas coisas interessantes que vimos. Ainda tivemos ânimo para fazer uma “maminha” na brasa. Sono, dormir.














Imagens e sensações - 2

Viagem ao Uruguai (jan 2008):


















Ainda na sexta-feira a tarde (25-01) fomos a La Playa Mansa (La Pastora) que fica em frente ao famoso hotel Conrad, com seus 300 quartos, abrigando os ricaços do mundo inteiro. Nos exibimos, tirando fotos com a imagem do Conrad ao fundo. Depois descemos para a areia da praia, onde eu e o André caminhamos uns 3km olhando a mulherada e a linda paisagem do pôr do sol ao oeste de Punta. Dali saímos e fomos a Feria de los Artesanos na Plaza Artigas. Caminhamos, compramos bandeiras e uma legítima cuia uruguaia, com bomba e tudo. Achei interessante e fotografei uma Combi que estava estacionada ali. Na sua lateral aparece um desenho do cantor argentino “mui loco” Charly Garcia. Sensacional! Depois dessas compras e conversas com os artesões, voltamos ao píer do Yacht Club Punta del Este. O visual do pôr do sol estava magnífico. Mais fotos. Passamos ainda pelo Faro de Punta del Este e dali andamos pela Praia Brava, visitamos “La Mano” – cinco dedos que saem da terra, na beira da praia, e representam a volta da democracia ao país. Esta escultura existe há uns 20 anos, e é o símbolo do balneário.




























terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Imagens e sensações - 1


















Viagem ao Uruguai (jan 2008):

O preparo da viagem começa com a seguinte questão. Como p
assar de três a quatro dias no Uruguai, mais precisamente em Punta del este, sem gastar muito. Essa é uma missão quase impossível. Começamos a ver pela internet hotéis, cabanas, albergues, etc, etc. Pensamos até em ficar em Montevidéu em um albergue da juventude, mas ir e voltar de Punta seria uma mão de obra e tanto, afinal uma cidade fica à 130 km da outra. Não era uma boa idéia. Resolvemos sair de Pelotas quarta-feira (23/01) sem sabermos exatamente onde íamos ficar. Enchemos o carro de coisas e saímos. Acho que eram umas 10h da manhã. Daqui até o Chuí leva mais ou menos 3h. Saímos com tempo bom, um pouco nublado. A viagem começa tranqüila, com som de Manu Chao e a imagem do pampa gaúcho pela janela do carro. Após algumas horas chegamos na reserva ecológica do Taim que fica a mais ou menos 200 km ao sul de Pelotas e antes do Chuí (extremo sul do Brasil e divisa com o Uruguai). A paisagem é deslumbrante. Ao lado um campo infinito, pontilhado de lagoas, dunas e banhados. É um local onde a sensação de isolamento é absoluta. A reserva tem 16 km e a velocidade máxima é de 60km/h, para não haver atropelamentos de animais (e mesmo assim há), com multa para quem ultrapassá-la. Seguimos mais um pouco e logo chegamos a cidade de Chuí, que é o extremo sul do Brasil e faz divisa com o Uruguai. É um local de Free Shops onde a principal avenida da cidade faz a divisa do Brasil com o Uruguai. Aqui fazemos uma parada para o almoço. Comemos chivitos, lanches parecidos com os nossos baurús, mas com carne e queijo bem melhores. Também, decidimos comprar uma barraca grande e colchões infláveis, prevendo uma possibilidade de acamparmos em algum lugar. Me explicaram que o canteiro central da avenida é onde está à linha limite entre o Brasil e o Uruguai. Então, dá para colocar um pé em cada país. Isto me dá a sensação de que realmente não existe fronteira. Tudo é parecido, a língua, as pessoas, a comida, etc. Bom, de qualquer maneira, após um belo almoço, seguimos mais um pouco e paramos na placa oficial que delimita a fronteira e tiramos fotos com a bandeira do "melhor time do mundo". Na aduana foi rápido, mostramos a identidade, preenchemos um papel e depois, na saída, tivemos que mostrar a “carta verde” (um seguro caso ocorra um acidente no Uruguay) e os documentos do carro. A viagem segue tranqüila. A pista é larga e bem cuidada (ótimo asfalto e sinalização). A paisagem é linda, com campos a perder de vista. No horizonte o verde encontra o azul e isso me lembra as “coisas dos gaúchos", do churrasco e do chimarrão (ou do assado e do mate como eles dizem), ou seja, da estética do frio de que fala o Vitor Ramil. Combinamos de não pararmos. Logo na saída do Brasil, a uns 15km, passamos pelo forte São Miguel a nossa direita, depois por La Coronilla e La Moza. Mais ou menos por aqui a estrada se alarga e vira uma pista de emergência para pouso de aviões. Interessante! Logo adiante à esquerda aparece o forte Santa Teresa. Seguimos uns 10km, e as placas mostram que estamos perto de Punta del Diablo. Andamos mais uns 50km quilômetros e passamos perto de Castillos. Mais o dobro e estávamos passando por Rocha, cidade que talvez tenha uns 30 mil habitantes e que fica perto da praia de La Paloma. De Rocha andamos mais uns 50 a 60 km e chegamos em San Carlos. Nessa entrada nos atrapalhamos e não sabíamos como entrar em Punta. Paramos e perguntamos para um senhor qual seria o melhor caminho. Agora percebo que demos uma volta e entramos por Maldonado. Logo começamos a ver a imponência dos grandes prédios de Punta. Chegando lá, convencemos a Tita e fomos ver um primeiro camping, o de Punta Ballena. Andamos muito e conseguimos achar. De cara, não gostamos do atendimento do pessoal da portaria. Fomos dar uma olhada e com o que vimos resolvemos ir embora e procurar um outro camping chamado San Rafael. Este, ficava perto da Barra, um pouco adiante da ponte ondulada (ponte Leonel Vieira). Gostamos desse camping. Na recepção nos trataram com muito mais atenção que no outro e resolvemos ficar. Uma coisa interessante, que a Tita notou, é que o número do lote que nos foi oferecido era o mesmo do prédio que moramos em Pelotas, nº 105. Boa infraestrura: supermercado, restaurante, chuveiros com água quente. Nos lotes tínhamos uma mesinha de concreto, uma churrasquiera de chão e um poste com tomada para pegarmos luz. Água, tínhamos que buscar ali perto, em umas pias coletivas. Beleza. Fomos montar a barraca e, cade o papel? Nada de instrução. Que dificuldade! Mas, com paciência e perceverança, quase no escuro, conseguimos terminar. Feito tudo isso, tinhamos que comer, pois já era tarde. Caminhamos até o pequeno restaurante do camping, onde fomos bem servidos. Tomamos uma Pilsen. Cansaço, banho, sono e cama. Problema: não tinhamos com o que nos tapar. Frio e indignação. No outro dia a Tita queria nos matar! Propuz que fossemos a Maldonado para comprar cobertores que, ao fim e ao cabo, foi um passeio bem legal. Perguntei a uma senhora onde poderia comprar mantas ou cobertores bem baratos e ela aconselhou as Tiendas Montevideo. Lá, as coisas não eram tão baratas assim. Caminhamos até uma lojinha em frente e, ai sim, conseguimos comprar por um preço mais baixo. Fomos almoçar em um restaurante que, não sabíamos, antigamente era a casa onde tinha morado e estudado, Charles Darwin, quando da sua estada pelo Uruguay. Foto! Depois, mais passeios e mais fotos.










quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

"O dia em que o rock bateu as botas"

Buddy Holly


Gosto muito de música. Como? Me lembro de uma coisa... lá pela década de sessenta, eu muito pequeno sentado na perna de um tio que cantava uma musiquinha e me fazia saracotear. Eu mal sabia falar, mas pedia mais agitação e dança. Com meus dezoitos anos é que fui reconhecer aquela melodia. Era de uma banda chamada "Bill Haley e Seus Cometas", que com a música "Rock Around The Clock", fez explodir, no verão de 1955, o rock'n roll para o mundo. Trilha sonora do filme "BlackBoard Jungle", essa nova música desencadeou uma revolução que abriu as portas para talentos como Elvis Presley e Buddy Holly. Haley e Holly, como Presley são nomes fundamentais para o rock'n roll, concordam? Existe uma mística a respeito de Haley: quando "Rock Around The Clock" atingiu o primeiro lugar nas paradas americanas, ficou para alguns configurado o começo do rock'n roll. E de certa forma foi mesmo. Com seu cabelo "pega-rapaz" gomalinado e uma mistura de som caipira com o r&b negro, o gorduchinho simpático tem méritos suficientes para figurar nesta origem. Já Holly não teve tempo de produzir muitas músicas, mas criou clássicas ( "That'll be the day" e "Peggy Sue", por exemplo) que influenciaram bandas como "The Beatles" e Rolling Stones". No dia 3 de fevereiro de 1959, o avião que levava Buddy Holly, Richie Valens ("La Bamba" e "Donna") e Big Bopper ("Chantilly Lace"), caiu matando todos os tripulantes. Esse dia é considerado como "o dia em que o rock morreu" ou como disse Raul Seixas: "o dia em que o rock bateu as botas". O incidente foi retratado posteriormente na canção "American Pie" (1971), de Don McLean e regravada em 2000 pela Madonna. Buddy Holly, mais que os outros dois, é considerado, juntamente com Elvis Presley e Bill Haley, um dos fundadores do rock'n'roll e um de seus músicos mais influentes. Embora sua carreira tenha terminado tão cedo, o curto trabalho deixado por ele é considerado um dos melhores da história do rock e sua música influenciaria não apenas seus contemporâneos, mas também à direção futura que a música tomaria. Ah, não posso esquecer que temos também Chuck Berry, Little Richard, Jerry Lee Lewis... Mas, isso é papo para outra postagem!

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

A vontade de conhecer

Leirosa - Portugal
"Com que avidez esta onda se aproxima, como se houvesse algo a atingir!
Com que pressa aterradora se insinua pelos mais íntimos cantos das falésias!
É como se quisesse chegar antes de alguém; como se ali se ocultasse algo que tem valor, muito valor. E agora ela recua, um tanto mais devagar, ainda branca de agitação - estará desiludida? Terá encontrado o que buscava? Toma um ar desiludido? - Mas logo vem outra onda, ainda mais ávida e bravia que a primeira, e também sua alma parece cheia de segredos e do apetite de desencavar tesouros.
Assim vivem as ondas; assim vivemos nós, seres que têm vontade!"

NIETZCHE, Friedrich. A gaia ciência. São Paulo: Companhia das letras, 2001. p. 209.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Paixão xavante

torcida 1

torcida 2


torcida 3

torcida 4









sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Maquetes da Tita

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